segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Benjamin Button


Fui este fim de semana ver a história de Benjamim Button, protagonizada por Brad Pit e Cate Blanche. Não gosto do primeiro como actor e, ao contrário, sou fã da segunda há muito tempo. Apesar dos intelectuais de esquerda darem apenas uma estrela na classificação, eu, por mim, dar-lhe-ia, no mínimo, três estrelinhas. O guião parte de uma ideia original: um ser que nasce velho e que ao longo da vida vai rejuvenescendo até se tornar, de novo, bébé e morrer. Pelo meio há um amor inicialmente desajustado entre o jovem velho e uma uma adolescente, que depois se ajusta quando ambos têm a mesma idade e que volta a desajustar-se quando a mulher envelhece e o protagonista se torna criança. Esta é o guião base. Mas o filme trata de outras questões ligadas ao factor tempo e aos acasos da vida, ou seja àquilo que poderia ter acontecido se esses ditos acasos se não tivessem verificado. E fala, ainda, do modo como as relações entre as pessoas que se amam evoluem. Não será um filme de autor, como agora costuma dizer-se. Mas trata-se de uma estória bem contada, de uma fotografia excelente e de uma boa interpretação. E ver Cate Blanche é já de si uma sessão cinematográfica ganha!
Helena Sacadura Cabral

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